A atual tentativa de promover o clássico entre o Corinthians e o Palmeiras, capitaneada pela diretoria alviverde, parece corroborar a análise que fiz no meu texto "A maior rivalidade do futebol paulistano do momento", em que apontava o confonto Corinhians X São Paulo como o maior clássico da cidade atualmente.
A seguinte frase do diretor de futebol palmeirense Genaro Marino, publicada na edição de hoje do jornal Lance, é sintomática neste sentido:
"O projeto se chama Dérbi. Os marketings estão negociando. Ainda não está definido, mas é um dos maiores clássicos do futebol mundial e o Palmeiras entende que é preciso engrandecer esse jogo em função de tudo o que ele representa".
Fica claro, assim, que o Palmeiras e o São Paulo duelam por uma vaga no confronto com o Corinthians, objetivando o reconhecimento social necessário para legitimarem-se como um dos dois clubes mais representativos da cidade, o outro sendo o Timão.
Para esclarecer, ainda, algumas colocações que fiz em meu post anterior, gostaria de enfatizar que a dicotomia entre povo e elite, exemplificada pelo clássico Corinthians X São Paulo, se dá certamente (pelo menos) no nível do imagiário social, não se verificando empiricamente na composição socioeconômica de ambas as torcidas.
A seguinte frase do diretor de futebol palmeirense Genaro Marino, publicada na edição de hoje do jornal Lance, é sintomática neste sentido:
"O projeto se chama Dérbi. Os marketings estão negociando. Ainda não está definido, mas é um dos maiores clássicos do futebol mundial e o Palmeiras entende que é preciso engrandecer esse jogo em função de tudo o que ele representa".
Fica claro, assim, que o Palmeiras e o São Paulo duelam por uma vaga no confronto com o Corinthians, objetivando o reconhecimento social necessário para legitimarem-se como um dos dois clubes mais representativos da cidade, o outro sendo o Timão.
Para esclarecer, ainda, algumas colocações que fiz em meu post anterior, gostaria de enfatizar que a dicotomia entre povo e elite, exemplificada pelo clássico Corinthians X São Paulo, se dá certamente (pelo menos) no nível do imagiário social, não se verificando empiricamente na composição socioeconômica de ambas as torcidas.
7 comentários:
Olá!
Pode até ser uma visão minimalista, já que não sou um entendido do assunto, mas essa atitude do Palmeiraa, a qual só tive acesso através deste blog, é pura intenção de se agregar aos lucros que o Corinthians vem colhendo em função de Ronaldo.
É notório que o alvinegro vem trazendo ganhos com a grande jogada fora de campo, tanto em dinheiro como publicidade e isto causou um rebuliço no futebol paulista, brasileiro e, por que não mundial, dada a aura de divindade que o Fenômeno tem ao redor do globo. Dada toda essa notoriedade que o clube da zona leste angariou para si, é que os outros queiram pegar carona neste "boom" que é a contratação de Ronaldo. Será que se o Corinthians tivesse em seu plantel Jacenir, Indio, Baré, Mirandinha, Ney, Gralak e como técnico um senho que não me lembro o nome mas vinha de um time da segunda divisão do paulista, o Palmeiras teria o mesmo ímpeto em encampar este "Derbi"?
abraços
Nilton,
Concordo com você a respeito de a presença do Ronaldo ser um fator importante para se entender a aproximação da diretoria do Palmeiras, do Corinthians. Mas, entendo que tal fato se localiza na superfície da problema, tratando-se de uma questão episódica. O que procurei, nos dois textos em que tratei das rivalidades do futebol paulistano, foi sondar as possíveis estruturas que estão num nível mais profundo do que o dos meros acontecimentos, e que, no limite, os explicam (ou deveriam, pelo menos rs).
Abraço.
Sinceramente acho essa opinião absurda, é negar a história. Desde sempre, pela própria história da fundação e dissidência dos clubes, Palmeiras x Corinthians é o grande jogo de SP, do Brasil e logo um dos maiores clássicos mundiais. A impressão que tenho em relação ao SPFC é que mais do que rivais, eles são inimigos, tanto do glorioso Alviverde quanto dos fieis Corinthianos. O SPFC é um clube, acima de tudo, de bastidores e não de torcedores. Esses costumam aparecer em número elevado pra comemorar título de libertadores e finais em geral, ou oportunamente só na hora do vamos ver.
Além de tudo, novamente com os olhos voltados para o clássico, nos deparamos com um atacante morimbundo [ao menos até o momento], que vive dum passado glorioso e hoje usa isso a seu favor [o famoso marketing] e um atacante que se continuar nessa trajetória acabará com a 9 da seleção. Sim, estamos falando de Keirrison, estamos falando do passado e do futuro, estamos falando de Palmeiras e Corinthians, mais que nunca o maior clássico do futebol nacional.
abs!
Gold,
Concordo com você em relação aos aspectos históricos. Isso, e outras considerações a respeito de qual seria o maior clássico de São Paulo estão, na verdade, num texto anterior intitulado "A maior rivalidade do futebol paulista do momento". Lá explico melhor a minha posição.
Abraço.
Bem amigos!!!
O meio de campo ta embolando aqui...
Não se nega, ou não nego, que Palmeiras x Corinthias é sim o maior clássico do futebol paulista, e não paulistano apenas.
Por fatores históricos essa rivalidade se sedimentou no universo futebolistico e isso não se pode apagar.
Querer institucionalizar uma rivalidade que vem de anos é oportunista sim e vem na esteira da grande sacada do Timão! Não se trata de superficialidade. Uma coisa é a rivalidade histórica, passional, sedimentada pelos grandes jogadores e episódios épicos, digna de aprofundamento reflexivo e acadêmico. Essa não se nega. Outra coisa é ação com ares de oportunismo marqueteiro, fruto do mercantilismo que atinge o esporte bretão há alguns anos, em detrimento da paixão que o torcedor sente pela sua agremiação!!
Abraço!
Fala, Nilton,
Não entendi o que você quis dizer com "Querer institucionalizar uma rivalidade que vem de anos é oportunista sim..." Acho que o problema é com a palavra "institucionalizar".
Queria esclarecer também que, nos comentários do texto "A maior rivalidade do...", em nenhum momento apontei uma superficialidade de sua análise, mas sim que você estava analisando camadas superficiais do problema, o que é bastante diferente.
Por fim, não sabia que o modelo econômico dos séculos XVI E XVII influenciava as ações da diretoria do São Paulo hahaha.
Nil,
Ihhh viajei. Os comentários que trocamos estão todos neste espaço, não no do outro texto.
Abraço.
Postar um comentário